Protocolo aberto, multicêntrico, de roll-over de pasireotida para os pacientes que concluíram um estudo anterior com pasireotida patrocinado pela Novartis e o investigador considera que continua se beneficiando do tratamento com pasireotida.

A doença de Cushing e a acromegalia são doenças raras, porém debilitantes. Ambas doenças decorrem de uma secreção hormonal excessiva, na maioria dos casos, produzida por um adenoma hipofisário benigno. A hipersecreção crônica do hormônio cortisol na doença de Cushing resulta em pressão arterial aumentada, dislipidemia, resistência à insulina, ganho de peso, osteoporose, entre outras morbidades. A acromegalia é caracterizada pela hipersecreção crônica do hormônio do crescimento, onde as manifestações clínicas são um crescimento tumoral de extremidades ósseas e face.

 

Este tem como objetivo investigar a segurança da pasireotida em pacientes adultos com doença de Cushing ou acromegalia.

 

A remoção cirúrgica do adenoma é a terapia de primeira linha para doença de Cushing. Entretanto, a taxa de recorrência chega a 20%. Quando a cirurgia falha, existem opções terapêuticas como a pasireotida, a qual age pela ligação a receptores da somatostatina. A somatostatina é um peptídeo endógeno que modula o número de secreções exócrinas e endócrinas. Os receptores da somatostatina são expressados em tumores neuroendócrinos onde há secreção excessiva de hormônios, ou seja, acromegalia e doença de Cushing.

Links

O protocolo do estudo está disponível em:

https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01794793?term=pasireotida&rank=4