Eficácia e segurança do Belimumabe em pacientes negros com lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune debilitante crônica, caracterizado pela presença de autoanticorpos, os quais danificam diretamente as células e os tecidos por meio de processos inflamatórios. O LES é mais frequente em mulheres e em indivíduos de etnia negra. 

Há cerca de cinco anos, o Belimumabe, um anticorpo monoclonal, foi liberado para uso em pacientes com LES ativo e em terapia padrão. Trata-se de um inibidor do estimulador do linfócito B, que pode reduzir a quantidade desse autoanticorpo em pessoas com essa doença. 

A terapia padrão para o LES inclui corticosteróides, antimaláricos, imunossupressores e antiinflamatórios não hormonais. Apesar do Belimumabe ter se mostrado eficaz e seguro para o tratamento desses pacientes, os resultados ainda são conflitantes e não permitem que sejam traçadas conclusões a respeito da sua eficácia em indivíduos de etnia negra. Tendo em vista que pessoas dessa etnia apresentam maior prevalência de LES e, frequentemente, com maior gravidade, é importante que a eficácia e a segurança de Belimumabe sejam extensivamente investigadas nessa população. 

Dessa forma, o estudo EMBRACE (sigla para Efficacy and Safety of Belimumab in Black Race Patients With Systemic Lupus Erythematosus), um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo e multicêntrico, avaliará a eficácia e a segurança do tratamento com Belimumabe em cerca de 800 pacientes negros com LES ativo. Os pacientes serão randomizados para o tratamento com Belimumabe + terapia padrão, ou placebo + terapia padrão e serão tratados durante 52 semanas. 

Este estudo é patrocinado pela Human Genome Sciences Inc./GlaxoSmithKline, Estados Unidos, e está em fase de recrutamento.