Eficácia e segurança do Belimumabe em pacientes negros com lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune debilitante crônica, caracterizado pela presença de autoanticorpos, os quais danificam diretamente as células e os tecidos por meio de processos inflamatórios. Cerca de uma em cada 1000 pessoas brancas e uma em cada 250 pessoas negras desenvolve essa doença, sendo mais frequente no sexo feminino. Normalmente, inicia entre as idades de 15 e 44 anos, embora possa ocorrer em crianças e idosos. As manifestações do LES incluem artrite, pleurite, pericardite, derrame, convulsão, nefrite, vasculite, anemia, trombocitopenia, alopecia, fotossensibilidade e eritema malar. Com o tempo, os pacientes acumulam danos irreversíveis nos órgãos, que contribuem para uma taxa de mortalidade elevada nesses pacientes.

 

O estudo EMBRACEobjetiva avaliar a eficácia e a segurança do tratamento com belimumabe em cerca de 800 pacientes negros com LES ativo, que serão tratados durante 52 semanas.

 

Há cerca de cinco anos, o belimumabe, um anticorpo monoclonal, foi liberado para uso em pacientes com LES ativo e em terapia padrão. Trata-se de um inibidor do estimulador do linfócito B, que pode reduzir a quantidade deste autoanticorpo em pessoas com LES. Apesar do belimumabe ter se mostrado eficaz e seguro para o tratamento desses pacientes, os resultados ainda não permitem que sejam traçadas conclusões a respeito da sua eficácia em indivíduos de etnia negra. Tendo em vista que pessoas dessa etnia apresentam maior prevalência de LES e, frequentemente, com maior gravidade, é importante que a eficácia e a segurança de belimumabe sejam extensivamente investigadas nessa população.