Estudo Brasileiro da Síndrome pós-cuidados intensivos

A Síndrome Pós-Cuidados Intensivos é associada à mortalidade elevada pós-alta de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), cerca de 50% em um ano, a tempo de sobrevida com baixa qualidade de vida e a altos graus de limitações e de dependência functional.

Neste contexto, este estudo objetiva investigar as características e o grau de acometimento da Síndrome Pós-Cuidados Intensivos no cenário brasileiro é o objetivo do estudo BaSICS. Assim, identificando preditores que possam estar associados à maior morbimortalidade desses pacientes.

A Síndrome compreende complicações físicas, cognitivas e psicológicas e é relativamente nova, tendo o início de seu estudo de forma estruturada há cerca de cinco anos. Várias condições na internação em UTIs podem contribuir para a Síndrome: a disfagia e disfonia, por exemplo, podem estar associadas à intubação orotraqueal e traqueostomia; a imobilização prolongada pode estar associada à neuropatia e à perda de força muscular; sedativos podem estar associados ao declínio de funções cognitivas; a necessidade de cuidados intensivos pode gerar transtornos de ansiedade, de depressão ou de estresse pós traumático. Não há registros na população brasileira da morbimortalidade deste grupo de pacientes para que possamos estabelecer estratégias no cenário local e nacional para redução de tais danos.