FLABRA é um estudo transversal, multicêntrico, epidemiológico, observacional desenhado para avaliar a prevalência das mutações BRCA 1 e BRCA 2 em participantes da pesquisa com câncer de ovário seroso de alto grau recentemente diagnosticado na América Latina.

A maior parte dos cânceres de ovário é esporádica, mas é estimado que 17% das pacientes com câncer de ovário apresentam mutações hereditárias nos genes 1 ou 2 de Suscetibilidade do Câncer de Mama (BRCA1 ou BRCA2, respectivamente). As portadoras da mutação no BRCA 1 apresentam um risco ao longo da vida de 50-85% para desenvolver câncer de mama, frequentemente de início precoce, e 15-45% de risco de desenvolver câncer de ovário, se associando com um maior risco de outros cânceres como próstata e cólon. Por outro lado, as portadoras da mutação BRCA 2 têm um risco ao longo da vida de 50-85% de câncer de mama, 6% de câncer de mama em homens que o apresentam, e um risco de 10-20% de ter câncer de ovário ao longo da vida. Está também associado com maior risco de câncer de pâncreas, próstata e laringe.